sexta-feira, 29 de julho de 2011

Considere uma ideia abrangente clichê lugar-comum batido fictício de algo. Espero que com o tempo isso vá mudando e se tornando algo mais elaborado. Por enquanto prefiro ficar com isso.

A história começa por uma grande guerra que vinha sendo travada por dois povos que tinham suas origens distintas, cada um acreditando numa forma diferente de vida. A divergência vem da natureza do ser-humano que, ao mesmo tempo é bom e é mal, que passa do micro para o macro, que conduz sua vida baseado em leis internas que entram em conflito com leis externas. logo alguém cria uma ideia diferente e nova, repassando-a para o outros e os outros para outros. Isso é meio óbvio, mas a guerra não é óbvia e seu desenrolar também não.
Não vou descrever o desenrolar dessa guerra, vamos falar dos resultados. Muito mortos, como a maioria das guerras, um perdedor e um vencedor. Um perdedor que tinha uma crença e achava que ela era certa, um vencedor que agora vai impor suas crenças, sua cultura sobre o perdedor. Muito típico. A guerra entre seres-humanos fez parte de toda história, pessoas pregam um conceito chamado PAZ.
Pax autoritária, essa é a verdadeira PAZ.
O povo dominado era chamado de Moak. O povo Moak vivia ao sopé da montanha celeste donde vinha as águas do Grande Rio: banhavam-se no rio, bebiam de sua água, colhiam todos os bons frutos desse rio e o tinham como um rio sagrado que vinha do sangue de uma deusa chamada Luff. Um grande sacrifício era feito pela deusa para manter aquele povo vivo, ou seja, o sagrado sangue da deusa era o rio que mantinha-os vivos.
O povo Kaak era um povo guerreiro dos grandes desfiladeiros rochosos ao leste dessa montanha, eles viviam no extremo das terras. Eles viviam em cavernas no fundo do Grande Desfiladeiro que na verdade era a boca de um deus chamado Oru. Ele mantinha a boca aberta para abrigar seu povo e assim mantê-los protegidos dos outros povos que poderiam atacá-los.
Oru e Luff mantinham uma relação de amor, com tristeza e sofrimento. Luff jorrava seu sangue e ele corria por toda a extensão da terra onde os dois povos habitavam, seu sangue passava pelo corpo de Oru, pela sua boca. Oru simplesmente deixava o sangue escorrer por sua boca em direção ao abismo, mas não engolia seu sangue pois sabia que seu povo iria precisar dele para sobreviver. Luff morava sozinha numa montanha há muito tempo congelada.
A montanha era um templo, nenhum homem dos dois povos jamais alcançou o cume da montanha, pois lá era onde residia o corpo da deusa Luff. Não se tratava de um local comum, era sagrado, de uma pureza única e mortal.

4 comentários:

  1. Justo sonhava mais uma vez com o dia em que ele poderia retornar a sua terra natal. Ele queria a paz de sua família, a serenidade dos braços de sua amada, queria sentir aquele cheiro peculiar que só sua terra tinha. Era uma nostalgia intensa que o atingia nos momentos em que não treinava e não estava caçando.

    ResponderExcluir
  2. Nada abala mais um homem que a falta de verdadeiros amigos e companheiros por quem ele possa contar na sua vida. Justo estava sozinho em uma terra que ele não conhecia, ele não tinha domínio sobre si mesmo. Agora, Justo pertencia a um outro mundo.

    ResponderExcluir
  3. Quem é Justo?
    Homem, dezessete anos, cabelos longos e negros, rosto marcante, um olhar forte e feroz, um verdadeiro caçador.

    ResponderExcluir